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Eunice de Araújo Gomes, Advogado
Eunice de Araújo Gomes
Comentário · ano passado
Prezado amigo,
Devemos separar aquilo que é crítica daquilo que é meramente ofensa. Crítica é algo que se constrói com base em argumentos, se solidifica com a sensibilidade de não ser dono da verdade. Criticar é algo desejável, contudo, ofender, ou ofender por meio da ridicularização, não se trata de crítica, é apenas a expressão da agressão. Temos diversas religiões, não apenas o cristianismo, que, por um contexto histórico, colocam a mulher em posição desimportante. Podemos acompanhar isto na Tora, Alcorão, Vedas...
Mas, também temos este tipo de conceituação de inferioridade em ensaios "críticos" de filósofos. Já que citou Nietzsche, devemos lembrar que ele próprio possui frases muito famosas de explícito machismo: "A mulher tem tantas razões para ficar envergonhada! Há tanto pedantismo na mulher, tanta superficialidade, doutrinarismo, presunção mesquinha, pequenez desenfreada e imodesta! Preste atenção no seu convívio com crianças! Até agora, só o medo ao homem refreou e reprimiu essas fraquezas." trecho de "Para Além do Bem e do Mal, aforismo 232". Entre outras pérolas da misoginia.
Veja a certa diferença entre a parte bíblica que o senhor colocou (mais completa, dentro do contexto) e a idealização de Nietzsche sobre as mulheres. No Efésios, a continuação daquilo que o senhor citou está os versículos 25, 33 e 28, destaco o último: "Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo."
Deixo então a minha crítica, eis que crítica não é ofensa, é argumentação. Tenho Nietzsche como filósofo importante, acho muito importante a contribuição argumentativa dele, contudo, ainda humano e cheio de preconceitos. Tenho na Bíblia lições excepcionais, acho uma importante contribuição para o pensamento de forma mais fraterna e em comunhão com o divino (assim como outros textos sagrados de diversas religiões). Contudo, ainda escrito por humanos. Daquilo que acredito se tratar de expressão da temporaneidade, tanto nos escritos dos filósofos, quanto nos escritos dos sagrados das religiões, eu tento retirar da base de aprendizado, e coloco na base do humano errando como sempre fizemos e faremos.
Como mulher, e como ser humano, tento aprender com que é universal e perene, rechaço aquilo que é temporal. Por último, acredito que mesmo aquele que se diz filósofo, critico, religioso e artista tem o poder de ofender severamente, mulheres, pessoas, crenças, culturas. Aquele que se julga acima do bem e do mal, possui apenas a soberba (Até porque "bem" e "mal" são expressões da filosofia e da ética, não apenas religiosas). Não consegue enxergar o outro e ofende, castiga, maltrata. Isto é errado para TODOS nas mais diversas expressões de nossas intelectualidades. Na minha opinião, NÃO existem espíritos livres, todos somos humanos com severos preconceitos, todos nós temos a nossa "moralidade".

Quando atacamos uma religião como um todo, atacamos os "falsos profetas" que disseminam o ódio, mas também atacamos as pessoas de boa vontade que espalham generosidade e amor. E isto está longe de fazer bem a sociedade. Que sejamos justos em nossas críticas e não sejamos apenas agressores. Não há razões argumentativas para vilipendiar, por exemplo, a imagem de Maria, de Jesus, de Maomé, de Davi, de Buda, de Iemanjá. Podemos criticar sem ofender, isto seria o mais racional e criticamente justo.

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